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Dificuldades da Ajuda Humanitária

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Dificuldades da Ajuda Humanitária

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Os socorristas, no terreno, sentem-se impotentes e protestam. A agência da ONU para a Ajuda dos Refugiados e a Cruz Vermelha vão reduzir as acções e avaliar as condições de segurança. O Comité Internacional da Cruz Vermelha acusou o exército israelita de ter impedido, durante cinco dias, o acesso aos feridos que iam resultando dos bombardeamentos contínuos.

No terreno, a responsável afirma que havia vítimas muito debilitadas, crianças que ficaram junto do cadáver da mãe. O que foi mais chocante foi saber que os militares tinham conhecimento da existência de civis ali e não nos ajudaram a fazer a evacuação. Os veículos de socorro também acabam por ser alvo de tiros ou estilhaços de bombas. Uma voluntário das Nações Unidas estava ao volante quando o colega ficou gravemente ferido: “Os condutores das ambulâncias e o pessoal médico estão a pagar com as vidas socorrer as pessoas, enquanto os F16, os aviões de vigilância e os Apaches disparam sobre as pessoas, matam civis e aterrorizam a população. “ Os 43 mortos e mais de 100 feridos no ataque de terça-feira a uma escola gerida pela ONU, revelou a a amplitude da impotência da ajuda humanitária. Outros edifícios das Nações Unidas foram atingidos. Cerca de 15 mil pessoas estão protegidas em Gaza, nomeadamente numa vintena de escolas que são como santuários, por a população não ter mais para onde fugir. O comissário europeu para a ajuda humanitaria também esta revoltado coma situação. Acusa Israel de não respeitar o direito internacional mais elementar. Não protege os civis e, mais grave, coloca obstáculos à ajuda humanitária a 80 por cento da população palestiniana. São precisos 300 camiões por dia e hoje ha cerca de 50 a passarem. O obstáculo não é aceitável. Israel afirma colaborar inteiramente com as agências de ajuda humanitária e está a examinar as queixas.