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UE tenta acabar com crise do Gás

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UE tenta acabar com crise do Gás

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A crise começa resolver-se, pelo menos neste Inverno, depois de milhares de casas terem ficado sem gás em 18 países europeus nos últimos dias.

A Rússia e a Ucrânia aceitaram a presença nos dois territórios de observadores de um e do outro país, acompanhados por uma equipa da União Europeia. A ideia é verificar se não há desvios de gás no fornecimento destinado à Europa. Mas faltam ainda acertar alguns pormenores. Os observadores comunitários chegaram à Ucrânia e já começaram a trabalhar. Oficialmente estão reunidas as condições para a canalização imediata de gás russo para a Europa. A União importa um quarto do gás que consome da Rússia e 80% passa pela Ucrânia. A Sérvia é um dos países mais afectados pelos cortes na distribuição. Cento e setenta mil casas ficaram sem aquecimento a gás durante vários dias. A situação chegou a tal ponto que a Hungria e a Alemanha prometeram canalizar para a Sérvia cinco milhões de metros cúbicos de gás por dia. Uma cidadã húngara que vive no norte da Sérvia queixa-se que a vida tem sido difícil, não teve água quente durante três dias, diz que é inaceitável, estiveram 15 graus negativos, acusa os políticos de não terem previsto a crise e diz que o ministro da Energia devia ser demitido. O primeiro-ministro checo, Mirek Tololanek, que assume a presidência rotativa dos 27, garantiu não querer imiscuir-se nas questões bilaterais entre a Rússia e a Ucrânia. Por agora, o fornecimento para a Europa está assegurado.