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Europa treme de frio

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Europa treme de frio

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Da Sibéria apenas tem chegado à Europa o frio polar.

A guerra do gás afecta dezoito países europeus, entre eles a Sérvia, onde as temperaturas rondam os quinze graus negativos. Belgrado tem privilegiado o consumo doméstico e muitas empresas são obrigadas a parar a produção. É o caso da maior farmacêutica do país, obrigada a enviar para casa os mil e quinhentos funcionários, o que nunca tinha acontecido nem mesmo durante as guerras nos anos noventa. Mas Dejan Ivanovic, director técnico da empresa, garante que o país não está à beira de ruptura de medicamentos e material médico, visto possuirem stock para um mês. Para já, tem funcionado a ajuda mútua entre Estados. Alemanha e Hungria fornecem a Sérvia que por sua vez ajuda a Bulgária, que receberá também gás das reservas ucranianas. A Bulgária é um dos países mais afectados, tendo em conta a dependência quase total do gás russo. Milhares de búlgaros estão sem aquecimento, com temperaturas que variam entre os cinco e os dezassete graus negativos. Uma habitante de Sófia explica que o aquecimento central foi desligado e têm de recorrer aos aquecedores eléctricos, mas não é o mesmo. Sem alternativa ao gás, quase uma centena de empresas foram obrigadas a fechar, o que causa prejuízos de cerca de trezentos milhões de euros diários. Um peso suplementar para um dos países mais pobres da Europa.