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Moscovo acusa Kiev de agravar a crise do gás

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Moscovo acusa Kiev de agravar a crise do gás

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A crise do gás agrava-se, apesar dos esforços de mediação da União Europeia. O aviso foi feito pelo primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, no encontro com Mirek Topolanek, chefe do governo checo e presidente em exercício dos Vinte e Sete, que se deslocou a Moscovo para tentar desbloquear a situação.

Moscovo acusa Kiev de bloquear a resolução da crise pelo facto de ainda não ter assinado o protocolo sobre a vigilância da rede de gasodutos e depósitos. Actualmente, existe apenas um acordo verbal, mas, sem a assinatura do documento, os observadores europeus, já no terreno, não podem agir e, sem isso, não há retoma do fornecimento. Filip Cornelis, líder da missão europeia de observadores, afirma que o objectivo não é saber quem tem ou não razão, mas criar condições e confiança entre as duas partes por forma a retomar, o mais depressa possível, o fornecimento de gás à Europa através da Ucrânia. Há dez dias dias que 18 países europeus são afectados pelo corte de gás russo, sendo obrigados a recorrer à ajuda de estados vizinhos, às reservas ou a outras fontes de energia. Em plena onda de frio polar, o consumo doméstico é a prioridade, daí que muitas empresas tenham deixado de funcionar, sobretudo, na Europa de Leste.