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Israel reforça ofensiva e nega uso de bombas proibidas

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Israel reforça ofensiva e nega uso de bombas proibidas

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Indiferentes aos apelos à paz, Israel e os guerilheiros palestinianos prosseguem os combates na Faixa de Gaza. Telavive e o Hamas ignoraram a resolução da ONU que exige um cessar-fogo imediato. Ontem, o Tsahal advertiu a população de alguns subúrbios da cidade de Gaza para a iminência dos ataques.

Mas um residente afirma que foi apanhado de surpresa: “Começaram a bombardear sem aviso. Nem sequer lançaram folhetos a dizer para sairmos de casa. Estávamos todos juntos num quarto, com as crianças. Éramos mais de quarenta pessoas. Agora vamos todos embora”. Os bombardeamentos recomeçaram este Domingo à tarde após uma trégua de três horas para permitir a passagem da ajuda humanitária. Apoiados por helicópteros, as tropas e os blindados israelitas avançaram pelo sul e pelo leste de Gaza onde vivem 400 mil habitantes. Entretanto, um médico palestiniano afirmou que cinquenta e cinco pessoas foram atingidas por fragmentos de bombas de fósforo branco. Munições que convenções internacionais proíbem de usar contra civis ou militares estacionados entre civis. Israel nega o uso de tais bombas. No plano humanitário, a Cruz Vermelha afirma que a situação dos civis se agrava de dia para dia, num território pobre onde um milhão de pessoas vive sem electricidade e setencentas e cinquenta mil sem água. A ONU anunciou que espera retomar rapidamente a distribuição da ajuda depois de ter recebido garantias da parte de Telavive que a segurança das pessoas será garantida.