Última hora

Última hora

Crise do Gás: reviravolta de último minuto depois de acordos alcançados

Em leitura:

Crise do Gás: reviravolta de último minuto depois de acordos alcançados

Tamanho do texto Aa Aa

Os observadores comunitários já chegaram à fronteira ucraniana para começar a supervisionar o abastecimento de gás para a Europa, mas por enquanto não podem trabalhar.

A novela da crise do gás tem afinal mais alguns capítulos. Depois de tudo acordado entre a União Europeia, a Ucrânia e a Rússia, o presidente russo manifestou-se indignado com uma nota escrita à mão no documento, à última hora, em que a Ucrânia declara não ter qualquer dívida para pagar. Segundo a agência Lusa, Durão Barroso ligou à primeira-ministra ucraniana Julia Timochenko, a quem propôs colocar as notas pretendidas num protocolo à parte de forma a evitar a suspensão do acordo com a Rússia. Ainda segundo a Lusa, a Ucrânia aceitou a redigir uma declaração adicional e retirar a parte manuscrita acrescentada ao acordo. Na madrugada de domingo, Timochenko e o presidente em exércício da União, Mirek Topolanek, assinaram o protocolo que permite o acesso dos observadores internacionais, incluindo russos, ao território ucraniano para controlar a passagem de gás para a Europa. Centenas de milhares de pessoas ficaram privadas de aquecimento a gás durante quatro a cinco dias, debaixo de temperaturas negativas. Mais de 15 países europeus sofreram com o frio. A Sérvia e a Bulgária foram os mais afectados.