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Presidência checa no Parlamento

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Presidência checa no Parlamento

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Mirek Topolanek, o primeiro-ministro checo, vai esta quarta-feira ao Parlamento Europeu, apresentar o programa da sua presidência de turno, da União Europeia.

Assumiu a presidência há escasas duas semanas, mas ja está a ser avaliado, por diversos sectores. E muita gente não escapa à tentação de comparar a sua descrição, com a visibilidade da presidência anterior e de Nicolas Sarkozy. Os elogios vêm sobretudo, pela sua acção na mediação do diferendo do gás, entre a Rússia e a Ucrânia, como é o caso do “verde”, Daniel Cohn-Bendit: “A presidênica checa começou bem, porque se apoiou na Europa, porque é uma presidência europeia. Como a Europa é uma força e uma realidade, ela pôde jogar o seu papel que é um papel de mediador, entre a Rússia e a Ucrânia e fez o seu trabalho”. Tudo está ainda no princípio e há quem prefira esperar pelo fim do mês de Junho, para avaliações mais precisas. Mas os primeiros dias foram prometedores, diz o èresidente do Grupo Popular Europeu, Joseph Daul: “Eu creio que a presidência checa vai ter êxito, é sempre em situações de crise que se reconhecem os melhores generais. Vamos julgar no fim da presidência checa, mas o princípio foi bom”. Para além dos conflitos internacionais, há questões internas na União Europeia à procura de soluções. Espera-se que a presidência checa e Mirek Topolanek, tenham uma intervenção decisiva, nessas matérias. “Eu espero um debate com ele e espero trabalhar com a presidência checa em dossiers, como a obtenção de um consenso para a diretiva orientadora do tempo de trabalho, ou em dossiers como a redução do custo de mensagens de texto em telefones móveis, enfim, todas as coisas que são importantes para os povos de Europa”, disse Graham Watson, presidente do Grupo Liberal. Mas o que muitos observadores esperam é um papel mais actuante e mais visível, no conflito do Médio Oriente. Topolanek pode anunciar esta quarta-feira uma viagem à região, como alguma imprensa tem dito.