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Crise do gás: consequências

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Crise do gás: consequências

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A interrupção do fornecimento de gás russo através da Ucrânia afecta 18 países da Europa, mas são os Balcãs os que sofrem consequências mais graves pois estão dependentes do gás russo.

A Rússia fornece 100 por cento do gás consumido na Eslováquia, que tem reservas apenas para 10 dias. Foi , por isso, obrigada a decretar o estado de emergência energética e restrições no sector de produção. O governo eslovaco chegou a considerar a reactivação de uma velha central nuclear do tipo soviético. Mas a Comissão Europeia ameaçou iniciar um processo por infracção e Bratislava adiou a decisão. O reactor da central nuclear foi encerrado a 31 de Dezembro de 2008, de acordo com os compromissos assumidos por este país ex-soviético no dossiê de adesão à União Europeia, em 2004. A Rússia é também o único fornecedor da Bósnia. Sem depósitos de armazenamento, um terço da população bósnia ficou privada de aquecimento logo nos primeiros dias da crise. Algumas fábricas tiveram de fechar. A situação só se normalizou com a distribuição de gás alemãos e húngaro. A Rússia fornece ainda 96 por cento do gás de que a Bulgária precisa anualmente. Apesar das centrais térmicas, que se reconverteram para a produção de fuel, os búlgaros tremem de frio. É que a reconversão demora quatro dias a efectuar-se…. Mas se o fornecimento de gás não recomeçar as autoridades serão obrigadas a ligar o reactor da central nuclear de Kozluduy, encerrado em 2006 por causa da adesão à União Europeia. A Rússia é o mais improtante fornecedor de gás da Sérvia (87 por cento). A interrupção de fornecimento foi feita no dia 6 de janeiro e milhares de residências sérvias ficaram sem aquecimento até que chegue, na quinta-feira, o abastecimento da Hungria e da Alemanha. Por causa da falta do gás russo fechou, por exemplo, um laboratório farmacêutico na Sérvia. E há milhares de outras empresas nos Balcãs e na Europa Central que, se ainda não fecharam, têm pelo menos a produção afectada.