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Europa impotente face à crise do gás

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Europa impotente face à crise do gás

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Nas instalações da Gazprom questiona-se a razão pela qual o gás russo não chega à Europa. O primeiro-ministro Vladimir Putin interrogou o presidente da companhia diante dos jornalistas. Alexy Miller respondeu que a Ucrânia não deu nenhuma explicação.

Mas Kiev afirma que o problema é técnico. A falta de coordenação entre as duas capitais fez com a Gazprom injectasse o gás num gasoduto que não está ligado à rede de exportação. Ainda de acordo com a ucraniana Naftogaz para reorientar o fluxo do combustível seria necessário cortar o fornecimento a quatro regiões da ex-república soviética. Refém deste jogo russo-ucraniano a União Europeia não pode fazer nada, apenas expressar o seu descontentamento. “Não queremos tirar conclusões precipitadas neste momento sobre as causas desta situação que obviamente é extremamente séria e precisa de melhorar rapidamente”, afirma Pia Ahrenkilde Hansen, porta-voz da Comissão Europeia. O presidente da Comissão, Durão Barroso, telefonou durante o dia a Vladimir Putin para lhe manifestar a desilusão da União Europeia. Para o porta-voz da Comissão para os Assuntos Energéticos, Ferren Tarradellas, “a situação actual é totalmente inaceitável e esperamos que depois de conversarmos ao mais alto nível consigamos ter uma ideia clara do que se passa.” De acordo com a Comissão Europeia os observadores enviados para verificar as medições do trânsito de gás foram impossilitados de se deslocar livremente nas estações que deviam controlar.