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Air France-KLM promete respeitar "natureza italiana" da Alitalia

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Air France-KLM promete respeitar "natureza italiana" da Alitalia

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O acordo que permite o nascimento da nova Alitalia é o desfecho de uma longa odisseia que passou pelos gabinetes de dois governos – o de Romano Prodi e o actual, presidido por Silvio Berlusconi.

Ao longo do último ano, o fim da Alitalia foi várias vezes anunciado. A Air France-KLM, que esteve para comprar a velha Alitalia, é agora o principal accionista individual da companhia renascida das cinzas. “Há um grande respeito pela natureza italiana da Alitalia em todos os acordos que assinámos. O facto de o mercado aeronáutico italiano, que é o quarto maior da Europa, ter agora uma cooperação reforçada com o líder europeu, Air France-KLM, é muito importante para a cooperação europeia”, disse Jean-Cyril Spinetta, presidente da Air France-KLM. A nova Alitalia vai ter 70 rotas, das quais 23 domésticas. Com a refundação, deve aumentar a fatia de mercado doméstica dos 30% para os 56% e fica também com uma frota mais jovem. A idade média dos aviões desce dos 14 para os oito anos e meio. As sinergias com a Air France-KLM vão ser de 720 milhões de euros, em três anos. A Alitalia teve o último lucro em 2002. A situação da companhia foi piorando de ano para ano até que o governo de Roma pôs à venda a fatia de 50% que detinha. A Air France-KLM desistiu da compra em Abril, depois da recusa dos sindicatos em aceitar as condições. A falência acabou por ser declarada em Agosto. O consórcio CAI, formado por vários grupos e empresários italianos, tem 75% da nova empresa e a Air France-KLM tem os restantes 25%.