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Crise do gás: Europa pressiona Moscovo e Kiev

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Crise do gás: Europa pressiona Moscovo e Kiev

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Ao fim de praticamente duas semanas de estéreis trocas de acusações entre Moscovo e Kiev, a Europa passou ao ataque. O gás continua a não chegar à Europa. Os observadores europeus controlam desde ontem as instalações dos dois países, mas ainda não se pronunciaram sobre a situação.

Durante um discurso no Parlamento Europeu, esta manhã, Durão Barroso passou ao ataque. O presidente da Comissão Europeia enviou “uma mensagem muito clara a Moscovo e a Kiev. Se o acordo patrocinado pela União Europeia não for respeitado, a Comissão vai aconselhar as companhias europeias a levaram o caso para os tribunais e pedir aos Estados membros uma acção concertada para encontrar formas alternativas de fornecimento de gás.” Alexandr Vondra, o vice-primeiro-ministro checo, cujo país assume a presidência da União, já afirmou que a manutenção do bloqueio vai ter consequências políticas nas relações da UE com Moscovo e com Kiev. Com um dos Invernos mais rigorosos dos últimos anos, os europeus continuam a pagar o preço de um conflito que, à partida, não lhes diz respeito.