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Lisboa "um pouco pior" que Nice

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Lisboa "um pouco pior" que Nice

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O primeiro-ministro checo, Mirek Topolanek esteve esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, para apresentar o programa da presidência de turno.

Um discursp aguardado com imensa expectativas, conhecidas que são as posições europeias da República Checa. Contra a corrente, Topolanek disse, por exemplo, que o Tratado de Lisboa é “um pouco pior” que o de Nice. E falou da sua intervenção na mediação do conflito do gás, entre a Rússia e a Ucrânia: “Naturalmente, estamos interessados em diversificar as fontes e as rotas de transporte. Por isso, a construção do gasoduto de Nabucco é uma prioridade, tal como a construção de oleodutos novos. Mais, devemos fazer esforços para diversificar a oferta de energia, incluindo a reabilitação do átomo e dos investimentos nas novas tecnologias”. Do gás para a diplomacia pura e dura. O primeiro-ministro checo falou do diálogo transatlântico e das relações entre a Europa e os Estados Unidos, no momento da troca de administração, na Casa Branca: “Como se pode ver, as relações transatlânticas não se têm reforçado, nem desenvolvido. A UE não pode fazer eficazmente o seu papel, como um actor global forte, tal como os Estados Unidos também não o podem fazer sozinhos”. Outro tema muito aguardado – o Tratado de Lisboa que a República Checa ainda não ratificou, tal como a Irlanda e a Polonia. Topolanek recomendou respeito pela vontade soberana dos cidadãos irlandeses: “É igualmente uma preocupação da presidência checa, continuar o diálogo com a Irelanda, sobre o Tratado de Lisboa. Estou convencido que é necessário continuar as conversações, sobre um tema sensível, com respeito pela soberania dos cidadãos irlandeses”. Tratado de Lisboa no centro das preocupações checas. Mas Mirek Topolanek não desperdiçou a oportunidade de manifestar as suas reservas.