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Guerra do gás: Europa impacienta-se e ameaça processar Moscovo e Kiev

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Guerra do gás: Europa impacienta-se e ameaça processar Moscovo e Kiev

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O impasse mantém-se entre a Rússia a Ucrânia para resolver o diferendo do gás que não cessa de complicar-se.

Comissão Europeia ameaçou já processar judicialmente Moscovo se não for retomado rapidamente o abastecimento aos Estados-membros enquanto os principais protagonistas desta guerra continuam trocar acusações e a desculpar-se com problemas técnicos. As autoridades ucranianas recusaram a organização de uma cimeira sobre a crise do gás em Moscovo propondo um local neutro como uma capital europeia. A empresa de distribuição de gás húngara Emfesz anunciou que vai apresentar queixa contra a congénere ucraniana, a quem responsabiliza pelo corte no abastecimento, queixando-se de prejuízos na ordem dos 30 milhões de dólares. Apesar da Rússia e da Ucrânia terem assinado um acordo para o reabastecimento imediato de gás à Europa, o combustível continua bloqueado nas condutas russas. Moscovo diz que os gasodutos ucranianos não têm condições técnicas para receber grandes quantides de combustível. Os dois governos agendaram para o próximo sábado uma reunião para negociações. Por falta de acordo quanto à actualização dos preços para 2009 a Gazprom cortou o abastecimento de gás à Ucrânia no dia 1 de Janeiro afectando o fornecimente aos clientes europeus. O diferendo está a afectar gravemente países como a Bulgária a Eslováquia ou a Moldávia, dependentes do gá russo em mais de 80%, canalizado através dos gasodutos ucranianos. Em pleno Inverno a situação para a população deste países começa a ser dramática. No interior das casas a temperatura não vai além dos 10 graus.