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As reservas do Hamas e o silêncio de Israel sobre cessar-fogo em Gaza

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As reservas do Hamas e o silêncio de Israel sobre cessar-fogo em Gaza

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O movimento palestiniano Hamas declarou-se ontem pronto a aceitar a proposta egípcia para um cessar-fogo imediato em Gaza, mas com algumas reservas.

Os responsáveis do movimento estão de acordo para respeitar uma trégua limitada, mas exigirão em contrapartida o fim do cerco a Gaza, a reabertura da fronteira Sul do território e uma indemnização pelos danos causados pela ofensiva. O negociador do Hamas lembrou ontem no Cairo que, “a iniciativa egípcia foi a única apresentada ao movimento. Estamos a discuti-la ponto por ponto, propusemos algumas rectificações que espero que sejam aceites pelos mediadores egípcios”. O lado israelita deverá pronunciar-se hoje, após a deslocação do negociador do país ao Cairo. O ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, Miguel Moratinos, encontrou-se ontem com o chefe de governo israelita e com o presidente da autoridade palestiniana. Segundo fontes diplomáticas Ehud Olmert será, neste momento, um dos únicos responsáveis do governo israelita a continuar a opor-se a um cessar-fogo. Mahmoud Abbas, por seu lado, é cada vez mais criticado na Cisjordânia pelo silêncio do partido Fatah face à ofensiva contra Gaza. Em paralelo, o Secretário-Geral da ONU Ban Ki Moon iniciou no Egipto e na Jordânia uma visita pelo Médio Oriente, com um apelo à entrada urgente de ajuda humanitária em Gaza. Mas, vinte dias após o início da ofensiva militar, mais do que a maratona diplomática nos países do Médio Oriente é a tomada de posse de Barack Obama, no dia 20, que deverá acelerar as negociações para obter um cessar-fogo.