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Crise do gás dispersa esforços diplomáticos europeus

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Crise do gás dispersa esforços diplomáticos europeus

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A União Europeia perde terreno nas discussões diplomáticas para resolver a crise do gás russo, cujo fornecimento à Europa se encontra interrompido há oito dias.

Depois da Bulgária e da Eslováquia terem lançado negociações unilaterais com a Rússia e a Ucrânia, os representantes de cinco países do Leste da Europa reúnem-se hoje em Kiev para discutir a situação. Em paralelo, a Rússia tenta tomar a dianteira com a proposta de uma cimeira em Moscovo para tentar solucionar a crise. Bruxelas rejeitou ontem a proposta temendo uma instrumentalização política da contenda. De visita ao primeiro-ministro britânico, o presidente ucraniano Viktor Youshenko anunciou que a sua chefe de governo deverá deslocar-se amanhã a Moscovo. A Ucrânia acusa a Rússia de não fornecer a quantidade de gás prevista nos contratos, o que continuará a impossibilitar o fornecimento do combustível à Europa. O porta-voz da russa Gazprom voltou ontem a ripostar a acusação, afirmando que, “o governo ucraniano continua a bloquear nas suas condutas o gás destinado aos países europeus”. Face ao braço de ferro russo-ucraniano, as maiores companhias petrolíferas europeias juntaram-se, ontem, às negociações. Um consórcio liderado pela italiana Eni reuniu-se ontem com o primeiro-ministro russo Vladimir Putin. O grupo está pronto a disponibilizar gás para restabelecer a pressão nas condutas, de forma a poder reatar o abastecimento europeu.