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Médicos acusam Israel de usar armas proibidas

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Médicos acusam Israel de usar armas proibidas

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Os médicos de Gaza acusam Israel de usar armas proibidas e pedem à comunidade internacional para investigar o caso.

Mohammad Al Guniem, médico do Hospital Shifa, acusou Telavive de desrespeitar as convenções internacionais: “Acreditamos que foram utilizadas armas não convencionais. Há numerosas provas do uso de fósforo branco e das chamadas bombas DIME”. O fósforo branco é usado para iluminar o campo de batalha. É um agente tóxico que pode ser fatal. Pode provocar queimaduras na pele e danificar o fígado, o coração e os rins. Israel nega o uso de armas proibidas pela legislação internacional. Os 21 dias de ofensiva israelita saldam-se já em mais de mil e cem mortos e cinco mil feridos, na maioria civis. A organização Médicos Sem Fronteiras condenou mais uma vez os contínuos entraves no acesso às vítimas. Em Jabalya, uma escola da ONU tornou-se num local de refúgio para centenas de pessoas que foram obrigadas a abandonar as casas. Esta sexta-feira, um médico de Gaza que perdeu três filhos num bombardeamento pediu ajuda em directo numa televisão israelita. O doutor Izz El-Din Aboul Eish – que trabalhava numa clínica em Israel antes do bloqueio da faixa de Gaza e era correspondente do canal – apelou às autoridades para o deixarem sair do enclave palestiniano com os restantes membros da família. Telavive acedeu ao pedido.