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Três semanas de conflito em Gaza

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Três semanas de conflito em Gaza

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A 27 de Dezembro, Israel inícia uma ofensiva áerea contra a Faixa de Gaza. Uma operação apresentada como resposta ao lançamento de rockets por parte do Hamas.

Pouco depois, surgem as primeiras vítimas. Mais de duas centenas de palestinianos são dados como mortos. Em Janeiro, Isreal dá início à ofensiva terrestre e intensifica os bombardeamentos sobre Gaza. Enquanto, o Hamas promete transformar o enclave palestiniano num cemitério para o exército isrealita. Mas é entre os civis que aumenta o número de mortos. As escolas da ONU e os hospitais são atingidos pelos bombardeamentos. Telaviv insiste que o objectivo é destruir alvos ligados ao Hamas e nem mesmo a agência das Nações Unidas para a Assistência aos Refugiados na Faixa de Gaza escapa. No terreno, a situação humanitária piora de dia para dia. Á falta de comida e de energia soma-se a falta de medicamentos e de recursos humanos. Os hospitais dizem não ter capacidade para dar resposta às solicitações. O Hamas acusa Israel de usar bombas de fósforo branco contra civis, proibidas pela Convenção de Armas Químicas de 1997. Telaviv não confirma nem desmente. O movimento islamita chora a morte de pelo menos três líderes, ao mesmo tempo no Líbano centenas de manifestantes saem à rua em sinal de protesto contra a ofensiva. No terreno, os grupos radicais palestinians contra-atacam. O sul de Isreal volta a ser atingido por vários rockets, que o Estado hebraico diz estar a ser introduzidos na Faixa de Gaza através dos túneis que ligam a região ao Egipto. O população isrealita insiste na necessidade de acabar com este tipo de ataques e apoia a ofensiva do governo. O número de vítimas continua a aumentar: mais de 1000 do lado palestiniano, 10 do lado isrealita. As conversações entre Israel e o Egipto dão os primeiros frutos e o anúncio de um cessar-fogo unilateral chega a 17 de Janeiro. Resta saber por quanto tempo.