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Gordon Brown volta a deitar a mão aos bancos

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Gordon Brown volta a deitar a mão aos bancos

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O governo britânico enviou, esta segunda-feira, uma segunda boia da salvação aos bancos para relançar o crédito, garantindo as perdas e as respectivas dívidas.

O plano prevê a criação, a partir do princípio de Fevereiro, de uma estrutura dotada de 50 mil milhões de libras, cerca de 55 mil milhões de euros. Mas Gordon Brown diz que “não se trata de ajudar os bancos, mas as famílias, fornecendo capital para garantir o crédito para os negócios e as famílias e aumentar a procura na economia”. O plano tem quatro pontos principais: -Garantia do governo para os bancos contra as dívidas; – Um fundo de 50 mil milhões de libras para compra, por exemplo, de obrigações de sociedades ou títulos do tesouro; – Um prazo alargado ao Northern Rock para pagar os créditos ao governo; – E o aumento da participação do governo de 58 para 70% do capital do Royal Bank of Scotland. O ministro da economia, Alistar Darling, diz que está determinado “a controlar os riscos deste plano e a garantir que os bancos farão passar os benefícios deste apoio para a economia do país”. As medidas tiveram um forte impacto nos títulos da banca durante a tarde. As acções do RBS cederam cerca de 60% no princípio da tarde, as do Loyds TSB quase 30%; o Barclays que tinha perdido um quarto do seu valor na sexta-feira, perdia mais 4% esta tarde. A libra também se ressente de mais este golpe nas finanças do estado.