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Bush: oito anos depois

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Bush: oito anos depois

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George Walker Bush jurou solenemente… e cumpriu o melhor que pode.

Mal segundo os críticos, e o melhor que era possível em tais circunstâncias, segundo 22 por cento de norte-americanos (pior do que Richard Nixon e Harry Truman) Aconteceu-lhe tudo: actos de terrorismo, desastres naturais e colapso económico. Com os ataques de 11 de Setembro às Torres Gémeas de Nova Iorque começou logo a orientar mal o alvo: a guerra ao terror minou-lhe a presidência dos Estados Unidos. Porque não teve dúvidas em aprovar documentos de origem duvidosa sobre o esconderijo de Bin Laden no Afeganistão, o arsenal nuclear no Iraque ou sobre terroristas da Al Qaida onde quer que estivessem . Fez a passagem de poder com o mea culpa que se devia nas circunstâncias e aparentou bom humor…até ao dia da investidura de Obama. As relações são cordiais, o que terá estado na origem de uma expressão tão fechada e um sorriso pouco convincente? A explicação pode estar no facto de , antes da partida, Bush ter passado parte do dia ao telefone com vários líderes mundiais amigos, menos amigos e perto de inimigos. Ligou ao primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, e ao chefe do Governo russo, Vladimir Putin, com quem nem sempre a relação foi fácil ao longo dos seus dois mandatos. Falou com os chefes de Governo britânico e japonês, Gordon Brown e Taro Aso, com o Presidente de Israel, Shimon Peres, e os chefes de Estado do Brasil ou da Coreira do Sul, Luís Inácio da Silva e Lee Myung-Bak, bem como com o antigo Presidente mexicano Vicente Fox. Telefonou à chanceler alemã, Angela Merkel, e ao Presidente francês, Nicolas Sarkozy. E também ligou ao Presidente da Geórgia, Mikhail Saakachvili, e ao Presidente russo, Dmitri Medvedev, e a Durão Barroso. O adeus deve ter reavivado dolorosamente a memória de alguns bons mas também muito maus momentos dos últimos oito anos à frente do destino da América e da influência no mundo.