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Crise do gás: Comissão Europeia pondera acção judicial

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Crise do gás: Comissão Europeia pondera acção judicial

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O gás russo está de volta à Europa, via Ucrânia. O fornecimento foi retomado, na terça-feira, após um corte de quase duas semanas, motivado por um conflito comercial entre Moscovo e Kiev. Os observadores internacionais asseguram que o combustível está a fluir de forma normal e que a pressão está a aumentar gradualmente. A Eslováquia confirmou já estar a receber gás russo. Os restantes países ainda vão ter de esperar mais algumas horas. Mas o facto de o abastecimento ter sido retomado não faz a União Europeia esquecer o conflito, que obrigou alguns Estados-membros a racionar o gás fornecido aos consumidores. A fiabilidade da Rússia enquanto fornecedor de gás está posta em causa e a Europa mostra-se ansiosa por encontrar alternativas. Um quinto do gás natural consumido pela Europa é russo. O presidente da Comissão Europeia disse, na terça-feira, que está a ponderar uma acção judicial. “Quando assinamos um acordo, ou mesmo sem assinar, quando damos a nossa palavra, assumimos as consequências. E durante esta crise, várias vezes, os líderes russos e ucranianos disseram-nos que ia acontecer alguma coisa e depois nada aconteceu. Não vou esquecer isso!”, afirmou Durão Barroso. O presidente da Comissão disse estar muito decepcionado com a forma como os dirigentes ucranianos e russos negociaram durante a crise do gás.