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USA: política externa

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USA: política externa

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Duas guerras, várias crises abertas e enormes expectativas. Principalmente quanto à orientação que Barack Obama vai dar à política externa. A agenda é pesada.

O próprio Obama afirmou que o Afeganistão vai ser a prioridade do mandato. Mas os analistas pensam que para estabilizar o território vai ser preciso algo mais do que transferior soldados do Iraque para o Afeganistão. “Os Estados Unidos têm de mudar de estratégia no Afeganistão. Trabalhámos intensamente para conseguirmos mais aliados – e vamos continuar a fazê-lo – mas é preciso baixar o nível de expectativas se queremos conseguir mudanças reais”. Ao escolher Hillary Clinton para chefiar a diplomacia, Obama rompeu com o unilateralismo do mandato de Bush, o da “fórmula do eixo do mal”. A partir de agora há menos dogmas e mais pragmatismo, conforme adiantou Clinton na audição no Senado, descrevendo os princípios do “smart power”. “O nosso objectivo, através da diplomacia e do recurso às sanções, é formar alianças com outros países que tenham interesse em impedir que o Irão se torne uma potência nuclear.” Mas é difícil deixar de decepcionar quando se provocou tão altas expectativas…. o silêncio de Obama durante a ofensiva de Israel a Gaza provocou as primeiras críticas na imprensa internacional. E os anlistas insistem na urgência deste dossiê. “O presidente Obama pode ser o último presidente dos Estados Unidos a ter opção de lidar com esta solução de dois Estados, por isso é tão urgente, porque se não consegue, não há mais opções na mesa das negociações, válidas ou credíveis para as pessoas” Os analistas são unânimes no que toca aos Negócios Estrangeiros: este é um novo começo, a nova liderança americana prometida por Obama não será repentina nem radical. “Antes do mais, a mudança é em relação ao estilo. A diplomacia será mais prudente, o que não quer dizer que os Estados Unidos não defendam ou continuem a defender os próprios interesses. A única diferença é que os interesses vão ser defendidos de outro modo. “ Neste momento, a opinião pública americana tem apenas um único interesse: a crise económica… muito à frente do Iraque ou de outros conflitos internacionais.