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As escolhas de Obama

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As escolhas de Obama

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Uma equipa forte para tempos difíceis. Recém eleito presidente, rodeado por uma guarda de peritos em economia e pelos homens de confiança. Barack Obama avaliava a extensão das novas responsabilidades. “eu não substimo a enormidade da tarefa que se aproxima. Nós tomámos grandes mediadas e vamos precisar de mais acção durante esta transição e nos meses que se seguem”, disse.

Na véspera (6-11-2009), Obama tinha nomeado o amigo e conselheiro, o congressista democrata Rahm Emanuel, para o posto de chefe de gabinete da Casa Branca. Uma posição chave que designa o elemento mais próximo do presidente. Uma nomeação claramente partidária mas que foi compensada…ao manter Robert Gates como secretário da Defesa, onde tinha sido colocado por George W. Bush no final de 2006. Antigo director da CIA, considerado um moderado pela equipa de segurança republicana, Gates representa a continuidade e encarna a promessa de manter republicanos no executivo. Obama confiou a Hillary Clinton a liderança da diplomacia norte-americana. A escolha da antiga rival na corrida à Casa Branca é vista como um esforço de reconstrução da imagem dos Estados Unidos no exterior, aproveitando a reputação e reconhecimento internacional da antiga primeira dama. O analista Bart Kerremans afirma que, tanto em política externa como no âmbito económico, Obama escolheu gente com muita personalidade, com muita experiência, mas também, pragmáticas. É o caso de Timothy Geithner, nomeado secretário do Tesouro. Um cargo essencial no combate à crise económica. Aos 47 anos, Geithner necessita ainda de aprovação do Senado, numa altura em que pendem sobre este antigo director da Reserva Federal, suspeitas de evasão fiscal. Barack Obama reuniu equipas robustas para enfrentar os desafios, correndo o risco de, mais tarde, fazer surgir rivalidades. Bart Kerremans, o mesmo analista, comenta: “Obama é o género de pessoa que sabe lidar com personalidades e também sabe lidar com conflitos, que podem ser funcionais, até certo ponto, porque o conflito oferece-nos posições diferentes sobre determinado assunto”. Outro dossiê prioritário é o da Energia. Nesse âmbito, a escolha de Obama é uma vez mais reveladora do empenho, ao escolher para secretário de Estado, Steven Chu, um prémio Nobel da Física. Uma equipa forte para tempos difíceis. Recém eleito presidente, rodeado por uma guarda de peritos em economia e plos homens de confiança. Barack Obama avaliava a extensão das novas responsabilidades : “eu não substimo a enormidade da tarefa que se aproxima. Nós tomámos grandes mediadas e vamos precisar de mais acção durante esta transição e nos meses que se seguem”.

Rahm Emanuel, secretário geral da Casa Branca : “Na véspera (6-11-2009), Obama tinha nomeado o amigo e conselheiro, o congressista democrata Rahm Emanuel, para o posto de chefe de gabinete da Casa Branca. Uma posição chave que designa o elemento mais próximo do presidente. Uma nomeação claramente.”