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Passagem de poderes na Casa Branca vai ser suave

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Passagem de poderes na Casa Branca vai ser suave

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Poucos dias depois da histórica noite de 4 de Novembro de 2008, o casal presidencial eleito foi recebido pelos Bush, para conhecer a Casa Branca e receber em mão alguma formação sensível dos vários dossiês em curso.

Obama compreendeu a importância da pesada herança recebia. Explicou logo que reuniu com o vice-presidente Biden para anunciar a nomeação de quatro especialistas para liderarem a equipa de economia, antes mesmo de decidir quem colocaria â frente dos destinos da defesa do país. Obama manteve-se sempre activo durante a transição e criou um site, Change.gov, lançado no dia a seguir às eleições. “O primeiro passo deste governo é pôr as pessoas de volta ao trabalho e a economia em acção.. Este é um extraordinário desafio e por isso optei por começar a trabalhar mesmo antes te tomar posse, começar com a equipa económica e líderes de ambos os partidos”. A economia é a primeira das prioridades. Logo que a equipa estiver completa, vai constituir outras e assegurar-se de ter antigos membros da admnistração Clinton, como a antiga primeira Dama, senadora e ex-rival, Hillary. Depois de estar tudo programado, Obama passou uns dias de férias em família, no Hawai, com a a popularidade melhor do que nunca. O fim do desacanso coincidiu com a explosiva crise no Médio Oriente, uma área em que ele anseia por intervir, como consideram os analistas. Shibley Telhami, analista para o Médio Oriente: O presidente não deve ter uma segunda oportunidade para causar uma boa primeira impressão. Estão todos a antecipar o que vai ou não dizer, nomeadamente por ter estado tão silencioso, correctamente silencioso. A guerra entre palestinianos e israelitas estava ao rubro quando ele tomou, vagamente, a defesa dos mais fracos e mais expostos: “Quando se vêem civis, palestinianos ou israelitas, feridos ou em dificuldades, é algo desolador. Por isso estou decidido a reavivar o roteiro de paz que está em ponto morto há décadas.”, declarou. Pode qualificar-se como activa mas discreta a transição protagonizada por Barack Obama.