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Herança de Bush

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Herança de Bush

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George W. Bush jurou solenemente desempenhar o cargo de presidente da república dos Estados Unidos da América no dia 20 de janeiro de 2001.

Nove meses depois, as Torres Gémeas em Nova Iorque, símbolo do poder financeiro de uma sociedade heterogénea, ruíam na sequência do mais marcante atentado da história moderna. O mandato de Bush ficou imediatamente condicionado pelos acontecimentos. No contexto da guerra ao terrorismo os norte-americanos lideraram, legitimamente a guerra no Afeganistão e invadiram o Iraque, arrogando-se o direito de entrar em todos os países onde pudessem passar terroristas. Com base em mentiras, em nome da guerra contra o terrorismo foram cometidos terríveis abusos. Como testemunha um analista, “a herança dos problemas da administração Bush em todo o mundo têm, basicamente, a ver com o Iraque e, tanto Guantânamo como Abu Ghraib, são sintomas do fracasso no Iraque. O insulto supremo a George W. Bush foi feito em Bagdad, por um jornalista que lhe atirou um sapato, durante uma conferência de imprensa. mesmo assim, o presidente norte-americano encarou a situação no Iraque com uma perspectiva muito própria: “As coisas não correram conforme o plano, digamos assim. Os historiadores olharão, um dia, para trás, em melhor posição de classificar os erros. Não houve, ainda, tempo de os examinar. Para se olhar o trabalho de uma administração tem de passar algum tempo Talvez no futuro se julgue de outro modo a actuação da administração Bush no Iraque, mas deve ser difícil reabilitá-la em termos de actuação a seguir ao Katrina. A importância do furacão que devastou Nova Orleães foi minimizada e a resposta governamental foi tardia. Depois veio a crise dos créditos hipotecários (suprimes). Enquanto Bush afirmava que os indicadores eram bons a economia afundava-se e a Casa Branca adiou até ao último momento admitir os factos. Como afirma um professor de Georgetown: “Não acho que o presidente tenha provocado a recessão, mas certamente que estava a dormir aos comandos enquanto ela chegava”. Apesar do balanço ser pouco positivo, o presidente manteve o bom humor até ao fim. “Sabem, não tenho feitio para sombreros e camisas hawaianas a passar o dia numa praia…principalmente desde que deixei de beber”. Com os índices de popularidade mais baixos de todas presidências, a história precisa de algum tempo para restaurar os apectos positivos do mandato de George W. Bush.