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Organizações humanitárias lançam contra-ofensiva em Gaza

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Organizações humanitárias lançam contra-ofensiva em Gaza

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O exército israelita passou do ataque, em Gaza, à defesa, nos tribunais internacionais, face a inúmeras acusações por crimes de guerra.

Os tanques concluíram esta manhã a retirada do território ao final de mais de duas semanas de ofensiva terrestre. As tropas permanecem, no entanto, junto à fronteira preparadas para reagir a novos lançamentos de mísseis do Hamas. A força aérea tinha ontem bombardeado uma zona a norte da cidade de Gaza, em resposta ao disparo de seis mísseis artesanais palestinianos. Mas o novo combate poderá travar-se agora no Tribunal Penal Internacional, quando várias associações humanitárias, como a Amnistia Internacional, se preparam para acusar Israel de crimes de guerra e crimes contra a humanidade. Em causa estão os ataques contra zonas civis e instalações da ONU com munições de fósforo branco e bombas de tungstênio, cuja utilizaçâo em zonas densamente povoadas é proibida pelas convenções internacionais. A Cruz Vermelha internacional pretende apresentar uma queixa formal a Israel pelo entrave às suas operações, que provocaram a morte de um voluntário do Crescente Vermelho palestiniano, no início de Janeiro. Paralelamente, a Agência Internacional de Energia Atómica encontra-se a investigar a alegada utilização de bombas com urânio empobrecido durante os ataques. O exército israelita abriu por seu lado uma investigação a apenas um caso, reconhecendo ter disparado duas das cerca de mais de duzentas bombas de fósforo branco, lançadas durante a ofensiva. Mas os processos contra o exército arriscam-se a ficar sem efeito uma vez que Israel não está sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional.