Última hora

Última hora

Desemprego sobe no Reino Unido

Em leitura:

Desemprego sobe no Reino Unido

Tamanho do texto Aa Aa

Os desempregados no Reino Unido são agora quase dois milhões. Os números oficiais publicados agora dão conta de um aumento para 1,9 milhões, nos meses entre Setembro e Novembro. É o valor mais alto em 11 anos e não conta ainda com as dezenas de milhares de supressões de emprego que foram anunciadas desde essa altura, sobretudo os 27.000 desempregados resultantes do fecho das lojas Woolworths.

A taxa de desemprego é agora de 6,1%, a mais alta em nove anos. Michael Winter, desenhador gráfico, é um dos muitos britânicos que ficaram sem emprego nos últimos tempos e queixa-se das políticas de ajuda: “Há muita gente na minha situação, que tinham um rendimento médio e perderam o emprego. O problema é que não há uma rede onde caír. Não há um procedimento que ajude as pessoas a voltar a ter um emprego. Muito dinheiro está a ser atirado aos bancos, na esperança de aliviar a situação, mas na verdade isso não está a resultar”, explica. Este foi o décimo primeiro mês consecutivo em que os pedidos de subsídio de desemprego aumentaram. O ministro do emprego diz que os mecanismos vão ter que se adaptar aos novos desempregados: “Dada a natureza da crise e a forma como está a afectar todos os sectores, com uma especial incidência nos serviços financeiros. É preciso que o pessoal dos centros de emprego se habitue a lidar com um tipo de pessoas com o qual nunca lidou antes”. A economia britânica vai, provavelmente, encolher mais que o esperado, na primeira metade deste ano. O governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, disse que os bancos centrais vão precisar de novas armas, além dos cortes nas taxas de juro. Isto numa altura em que a libra esterlina caíu para novos mínimos face ao dólar e está perto da paridade com o euro.