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Mamografias devem duplicar

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Mamografias devem duplicar

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É preciso duplicar o número de mamografias e outros exames de despistagem do cancro. O alerta é lançado pela Comissão Europeia.

Em 2003, os Estados membros comprometeram-se a assegurar a despistagem do cancro da mama, do cancro colo do útero e do cancro colo-rectal. Mas, cinco anos passados, apesar dos progressos realizados, as discrepâncias entre os Estados membros são muitas. Apenas 22 Estados membros têm programas de despistagem sistemática do cancro da mama; o número reduz-se para quinze, no caso do cancro do colo do útero; e baixa para 12 no que toca à despistagem do cancro colo-rectal. São os dados de um relatório que não pretende acusar ninguém, garante Nina Papadoulaki, porta-voz do Comissário para a Saúde: “O objectivo não é apontar o dedo a nenhum país. Não é essa a nossa intenção. O objectivo é chamar a atenção para um problema que pode ser mais bem tratado se trabalharmos em estreita colaboração com os Estados membros, se pusermos em prática um programa eficaz de despistagem da população, se partilharmos a informação entre todos os membros da União.” O cancro é a segunda causa de morte na União Europeia, depois das doenças cardio-vasculares. E, tendo em conta o envelhecimento da população, este número tem tendência a aumentar. A Comissão Europeia estima que o investimento em programas de despistagem do cancro é lucrativo, a longo prazo. E que a prevenção constitui a maneira mais eficaz e mais barata de reduzir a incidência do cancro na Europa.