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Penas de morte para principais acusados no caso do leite chinês contaminado

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Penas de morte para principais acusados no caso do leite chinês contaminado

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Mão pesada para os principais acusados no escândalo do leite contaminado com melamina.

A justiça chinesa condenou Tian Wenhua, a antiga directora da fabricante de produtos lácteos Sanlu, a prisão perpétua. Três arguidos, acusados de produzir e misturar o químico no leite em pó por forma a alterarem a medição de proteínas no produto, foram condenados à morte, um deles com pena suspensa. Outros três antigos responsáveis foram condenados a penas entre os cinco e os 15 anos de prisão. As famílias de alguns dos bebés mortos depois de terem ingerido leite adulterado, não se conformam com a sentença da directora da empresa e antigo membro do partido comunista chinês. Desde Agosto do ano passado que os quadros da Sanlu estavam a par do problema da melamina, mas o assunto só veio a publico em meados de Setembro. Perto de 300 mil crianças ficaram doentes depois de terem bebido leite que continha a substância, um produto químico habitualmente utilizado para fabricar plásticos, fertilizantes ou até betão. Pelo menos seis bebés morreram e as restantes crianças contaminadas sofreram de complicações renais. O Grupo Sanlu, gigante lácteo chinês parcialmente detido por uma cooperativa neozelandesa, está agora à beira da falência. A empresa foi obrigada ao pagamento de uma multa de 50 milhões de yuan, equivalentes a perto de cinco milhões e meio de euros. Desde Dezembro que o tribunal julga 21 envolvidos no caso. O leite contaminado foi vendido por 22 empresas que agora anunciaram a criação de um fundo de indemnizações no valor de 160 milhões de dólares, mas algumas das famílias não deverão receber mais do que 300 dólares.