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Crise varre empresas tecnológicas

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Crise varre empresas tecnológicas

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O gigante sul-coreano da electrónica Samsung apresentou, pela primeira vez na história, um prejuízo trimestral. As contas caíram no vermelho nos últimos três meses de 2008.

As divisões de fabrico de chips de memória e de monitores foram as que mais pesaram neste prejuízo, por culpa da descida dos preços. A Samsung é a segunda grande empresa asiática de electrónica a dar mais notícias, depois da japonesa Sony ter anunciado que iria ter prejuízo no actual exercício. Para o presidente da Sony, Howard Stringer, a situação é muito preocupante: “Estamos na pior depressão económica da minha vida. É uma recessão, não lhe devíamos chamar depressão, mas é verdade que causa um sentimento depressivo. Em Outubro, prevíamos um lucro elevado, e perdemos muito”. A crise no sector tecnológico estendeu-se mesmo à até agora intocável Microsoft, que vai, pela primeira vez na historia, fazer um despedimento em massa, por causa da quebra nas receitas. A Intel vai também cortar pelo menos 5000 empregos. Pior é a situação da Qimonda, uma filial da alemã Infineon. A fabricante de microchips acaba de abrir falência, uma notícia que pode implicar o fecho da fábrica que tem em Vila do Conde, Portugal. Isto apesar do plano de salvamento conjunto do governo da Saxónia, da Infineon e da Caixa Geral de Depósitos. Se as más notícias passam ainda pla Nokia, número um mundial do fabrico de telemóveis, com as vendas e o lucro em queda, outras empresas tecnológicas há que andam de vento em popa. É o caso, por exemplo, da Google, que apesar de uma queda nos lucros, causada por elementos excepcionais, teve uma subida nas receitas.