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Revolta e protestos em Lampedusa

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Revolta e protestos em Lampedusa

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Mais de mil imigrantes ilegais quebraram as barreiras do centro de detenção da ilha de Lampedusa e dirigiram-se para o centro da localidade para protestar contra os procedimentos de expulsão.

A população juntou-se ao protesto. A maioria das seis mil pessoas que vivem na ilha é contra a criação de um segundo centro de detenção. “Aceitamos este centro para imigrantes mas não outra caserna, os imigrantes têm direitos”, afirmou uma cidadã italiana. “Lampedusa é uma ilha turística. É uma vergonha fazerem aqui uma prisão”, acrescentou outro residente. Em campanha para as eleições regionais, o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, reafirmou a intenção de acelerar os procedimentos de expulsão de imigrantes ilegais: “Na terça-feira, o ministro do Interior Roberto Maroni vai a Tunis para se encontrar com o homólogo e o presidente Ben Ali. Vão assinar um acordo para repatriar mil e duzentos tunisinos que se encontram actualmente em Lampedusa”. Ontem, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados criticou as condições de detenção na ilha italiana. O centro de Lampedusa com capacidade para receber 850 pessoas, acolhe actualmente duas mil.