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Discussões sobre crise económica levam à demissão do governo islandês

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Discussões sobre crise económica levam à demissão do governo islandês

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O governo islandês cede à revolta das ruas contra a crise económica que atinge o país desde Outubro.

O primeiro-ministro Geird Haarde apresentou esta tarde a demissão ao presidente, depois da ruptura da coligação governamental entre conservadores e sociais-democratas ter levado, ontem, à demissão do ministro da Economia. Haarde propôs ao chefe de Estado a formação de um governo de unidade nacional interino até às eleições antecipadas de Maio. Nenhum responsavel político aceitou assumir o cargo. “O importante agora é não sair da dinâmica económica imposta pela colaboração com o FMI, não podemos perder mais credibilidade e que os responsáveis políticos cheguem a um acordo para governar de uma forma responsável até às próximas eleições”, afirmou o primeiro-ministro demissionário. Na base da ruptura está a exigência dos sociais-democratas de que o actual responsável das finanças se demita. Desde Outubro que as manifestações contra o governo se multiplicam, acusando o executivo de má gestão da crise. Aquela que, atá há alguns meses era uma das mais prósperas economias mundiais, foi obrigada a ter de nacionalizar os três maiores bancos do país para evitar a falência das instituições, tendo recorrido à ajuda ao Fundo Monetário Internacional. As sondagens apontam para uma viragem à esquerda nas próximas eleições, com uma possível coligação entre verdes e sociais-democratas, que querem que o país adira à União Europeia, uma proposta recusada até hoje pelo Partido da Independência do primeiro-ministro demissionário.