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Guantanamo: UE dividida para acolher prisioneiros

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Guantanamo: UE dividida para acolher prisioneiros

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Ajudar os Estados Unidos no processo de encerramento da prisão de Guantanamo não é uma questão unânime para os 27.

Os Estados-membros estão divididos sobre a possibilidade de acolher na Europa os detidos da base naval americana situada em Cuba. A pedido de Portugal, os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE juntaram-se esta segunda-feira em Bruxelas, para debater esta que foi uma das primeiras medidas tomadas pelo novo presidente dos Estados Unidos. Apesar de alguns países como Portugal, Espanha, França ou Reino Unido se terem mostrado dispostos a receber os prisioneiros, Janier Solana explicou que a União Europeia ainda não recebeu nenhum pedido dos Estados Unidos. O Alto Representante da política externa da União Europeia disse ainda que este “é um problema interno dos americanos, mas que Bruxelas está pronta para ajudar, se necessário”. O encerramento de Gunatanamo acontece três anos depois de ter vindo a público a eventual passagem de voos ilegais da CIA pela Europa, com prisioneiros para a base naval americana. Se os 27 concordarem em receber os detidos, a medida afectará cerca de 60 dos 245 reclusos da base de Guantanamo que os EUA consideram inocentes.