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Philips, ING e Corus despedem milhares de trabalhadores

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Philips, ING e Corus despedem milhares de trabalhadores

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Os efeitos da crise económica levaram a empresa de electrónica Phillips a anunciar um plano de restruturação que passará pela supressão de mais de 6.000 postos de trabalho. A empresa espera poder economizar cerca de 400 mil milhões de euros a partir da segunda metade deste ano.

O anúncio foi feito esta manhã em comunicado pelo presidente do grupo, Gerard Keisterlee, depois de perdas superiores a 1,5 mil milhões de euros no último trimestre do ano passado: “Na electrónica de consumo, a situação está dividida. Por um lado, os artigos mais caros, como televisores LCD, não venderam bem, mas os electrodomésticos tiveram uma descida apenas muito pequena”, disse o homem-forte da Philips. Mas a Philips não foi a única empresa a começar a semana com más notícias. Esta segunda-feira, três empresas, todas com sede ou capitais na Holanda, anunciaram, ao mesmo tempo, um corte importante no quadro. Além da Philips, também a ING e a Corus vão perder vários milhares de trabalhadores. O grupo holandês de banca e seguros ING vai cortar 7000 postos de trabalho, depois da publicação de um prejuízo de mil milhões de euros, relativo ao exercício de 2008. O terramoto no grupo passa também pela demissão do director-geral e por um novo pedido de ajuda ao Estado. Outra empresa com ligação à Holanda, a siderúrgica Corus, filial da indiana Tata Steel, anunciou também uma forte redução do quadro, com o fim provável de 3500 postos de trabalho, a maioria dos quais no Reino Unido. “A Corus anda há muito a planear uma reestruturação, mas nunca demonstrou, no passado, querer despedir pessoas. Isto foi causado por um grande declínio na procura de aço, nos últimos meses”, explica o analista Roger Manser. A crise económica mundial fez baixar fortemente a procura de certos produtos, como é o caso dos automóveis, o que arrastou a procura de matérias-primas como o aço. Este ano, as principais siderúrgicas vão estar a trabalhar a meio-gás.