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Ilha das Serpentes: estratégia energética no Mar Negro

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Ilha das Serpentes: estratégia energética no Mar Negro

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A Ilha das Serpentes, no Mar Negro, é objecto de um litígio regional, e, desde 2004, reivindicada pela Roménia no Tribunal Internacional de Justiça de Haia.

Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, assinada em 1982 em Montego Bay, a Ilha das Serpentes, com uma superfície de 17 hectares, é um rochedo e conserva esse estatuto até ser modificado por decisão judicial. Tinha sido anexada pela antiga União Soviética e depois foi herdada pela Ucrânia, em 1991. Apesar da inalteração do estatuto até agora, o governo de Kiev adiantou-se e previu a disponibilização de fundos para acabar as obras de adaptação da zona portuária e para abrir na ilha um Museu da Natureza. O Parlamento ucraniano também já deu um nome à zona habitada , maioritariamente por militares, Satul Alb e iniciou obras de perfuração e sondagem num sector situado a 50 quilómetros da Ilha. A Ucrânica fundamenta assim a defesa da ilha das Serpentes, uma ilha economicamente activa habitada por uma centena de pessoas – além dos militares, alguns cientistas e famílias. O litígio entre a Roménia e a Ucrânia por causa da ilha intensificou-se ao mesmo tempo que ambos procuram reduzir a dependência energética da Rússia. Em Janeiro, a crise entre Kiev e Moscovo, com a interrupção do fornecimento de gás russo à Ucrânia, mas também à Roménia e à U.E., fez aumentar o interesse estratégico da ilha. Para a Roménia. a exploração das jazidas da ilha das Serpentes pode significar a independência energética até 2030.