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Chefe da diplomacia francesa no centro de escândalo originado por um livro

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Chefe da diplomacia francesa no centro de escândalo originado por um livro

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A classe política francesa quer explicações da parte de Bernard Kouchner. O ministro dos Negócios Estrangeiros é acusado de conflito de interesses, num livro que chega hoje às bancas, “Le monde selon K”, do jornalista Pierre Péan, reputado pelas obras polémicas.

O jornalista afirma que Kouchner usou a sua influência de ministro para pressionar o Gabão e o Congo a pagarem as dívidas a empresas francesas para as quais tinha realizado trabalhos de consultadoria, no valor de quase cinco milhões de euros, antes de chegar ao governo.

Toda a classe política se diz surpreendida. Arnaud Montebourg, deputado socialista, campo político do qual é originário Bernard Kouchner, questiona a legitimidade do ministro para continuar a chefiar a diplomacia depois de ter recebido dinheiro de pessoas às quais deve falar com independência em nome da França.

Em Janeiro, com a publicação de pormenores da obra, o ministro disse que se tratavam de “alegações que não eram exactas” e reservou-se o direito de atacar judicialmente o autor da obra. O seu advogado, Georges Kiejman, afirma: “Não há nenhuma ligação entre dinheiro público e o dinheiro que Bernard Kouchner tenha recebido pelo seu trabalho de consultor, como qualquer outra pessoa com a sua experiência. A diferença é que Kouchner tem uma dupla experiência no sector da saúde, como médico e pelas várias passagens pelo ministério da Saúde”. Bernard Kouchner é um dos políticos franceses mais populares e até agora parecia imúne a qualquer escândalo.