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Chefe da diplomacia francesa defende-se da acusação de conflito de interesses

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Chefe da diplomacia francesa defende-se da acusação de conflito de interesses

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O governo francês reafirmou a confiança no ministro dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner, acusado de conflito de interesses num livro publicado esta quarta-feira, em França.

O primeiro-ministro François Fillon renovou o seu apoio ao ministro socialista, sob uma chuva de críticas vindas do partido da oposição. A obra “O mundo segundo K”, assinada pelo jornalista de investigação Pierre Péan, denuncia as actividades de consultor de Kouchner para ditaduras como o Gabão, o Congo ou a Birmânia. Segundo o livro, Kouchner terá continuado a receber dinheiro por estas colaborações após assumir a pasta da diplomacia em 2007. Frente ao parlamento o ministro rejeitou as acusações, nunca me servi das minhas funções ministeriais, nunca pratiquei a mistura de géneros, as minhas acções em saúde pública fsempre foram legais, legítimas, transparentes e sobretudo morais. No livro, o ministro é acusado de ter cedido à pressão do Gabão e do Congo para retirar um secretário de Estado das suas funções. Para o autor da obra, Pierre Péan, “o objectivo do livro é o de mostrar o lado negro do activista e político considerado como um cavaleiro branco dos direitos do homem”. O fundador da organização Médicos do Mundo, defensor do direito de ingerência, em conflitos como o Biafra, Curdistão e Ruanda era até hoje o político de esquerda mais popular entre os franceses, mesmo após a sua entrada no governo conservador.