Última hora

Última hora

Centro Wiesenthal duvida da morte do nazi Aribert Heim

Em leitura:

Centro Wiesenthal duvida da morte do nazi Aribert Heim

Centro Wiesenthal duvida da morte do nazi Aribert Heim
Tamanho do texto Aa Aa

Os judeus não acreditam na morte de Aribert Heim, um dos nazis mais procurado em todo o mundo, como revela a investigação realizada pela televisão ZDF e pelo jornal New York Times.

Segundo a reportagem, com base nas declarações do filho, o “Doutor Morte”, morreu em 1992 no Cairo, vítima de um cancro intestinal. Viveu 30 anos na capital egípcia, converteu-se ao Islão e usava o nome de Tarek Farid Hussein. Um negociante, vizinho do hotel onde morou, relembra: “Era alto e magro, detestava os fumadores, não fumava. As suas mãos eram grandes. Era magro mas forte. Gostava, por volta das seis da manhã, de abrir a janela, a grande janela do seu quarto, e ficar ali a respirar o ar fresco da manhã”. Heim terá sobrevivido no Egipto graças ao dinheiro enviado, mensalmente, por uma irmã e terá sido enterrado numa vala comum. O centro Wiesenthal, que se dedica à perseguição de responsáveis nazis, não acredita na morte, tendo em conta a ausência de provas. Efraim Zuroff, director do centro, explica: “Não há uma campa, não há um corpo, não podemos realizar testes ADN. Além disso, há pessoas, como a família, que têm todo o interesse em convencer-nos da sua morte”. Heim era o chamado carniceiro de Mauthausen. Descreveu ele próprio as terríveis experiências médicas a que submeteu centenas de prisioneiros dos campos de concentração. Não chegou a ser julgado, pois fugiu da Alemanha de Leste, em 1962. A notícia da sua morte ocorre num altura em que o centro Wiesenthal se preparava para triplicar a recompensa pela sua localização, aumentando-a para um milhão de euros. A polícia alemã e as autoridades austríacas mantêm também os dossiês abertos.