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Cúmplice do atentado de Djerba condenado a 18 anos de prisão

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Cúmplice do atentado de Djerba condenado a 18 anos de prisão

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Um tribunal de Paris condenou a 18 anos de prisão, um alemão acusado de cumplicidade no atentado contra uma sinagoga na Tunísia há quase 7 anos. Christian Ganczarski, um alemão convertido ao islão foi considerado culpado de cumplicidade por ter falado ao telefone com o kamikaze que perpetrou o atentado e por ter estado várias vezes em contacto com membros da Al-Qaida, no Paquistão e no Afeganistão, entre os quais Osama Bin-Laden.

Os familiares das vítimas ficaram satisfeitos com o veredicto, após 5 semanas de audiências em que tentaram compreender os motivos e a forma de actuar dos terroristas. Mas apesar de considerarem que foi feita justiça, a sentença não foi tão pesada como o ministério público tinha pedido. O atentado de Djerba, na Tunísia, em Abril de 2002, matou 21 turistas, entre os quais 2 franceses, o que permitiu a abertura de um processo em França. Sheikh Mohammed, o cérebro por detrás do 11 de Setembro, também fazia parte dos acusados neste caso, mas não pode sentar-se no banco dos réus por estar detido em Guantánamo. Walid Nawar, o irmão do bombista suicida, foi condenado no mesmo processo a 12 anos de prisão por apoio material ao atentado contra a sinagoga de Djerba em 2002.