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A morte de Eluana Englaro continua a dividir a Itália

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A morte de Eluana Englaro continua a dividir a Itália

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O caso Eluana Englaro continua a alimentar a polémica e um conflito institucional em Itália.

Sucedem-se os protestos a favor do direito da mulher, em coma desde 1992, morrer de forma assistida, como pretende o pai. Apoiado pelo Vaticano, o Governo de Sílvio Berlusconi anulou a autorização do Supremo Tribunal que aprovou o procedimento médico. O presidente da república não assina o decreto. A oposição de centro esquerda acusa Berlusconi de utilizar o caso com fins políticos. “Eu penso que a dramática história desta rapariga está a ser utilizada para provocar uma crise no nosso sistema institucional e nós devemos levantar a voz contra isso”, declarou Walter Veltroni. O primeiro-ministro defende-se das vozes que sugerem que ele estará a tentar enfraquecer o chefe de Estado e os tribunais para concentrar poderes. “Não há nenhum plano, é apenas um caso que chamou a atenção do primeiro-ministro, dos ministros e da opinião pública italiana. Eu sou pela liberdade e pela vida, por outro lado defendo um Estado que defenda a vida dos homens”, disse. A morte de Eluana Englaro está a dividir um país predominantemente católico. O pai da mulher em coma lutou na justiça durante mais de 10 anos pelo direito de terminar a vida da filha.