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Direita israelita com discurso racista e manipulador

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Direita israelita com discurso racista e manipulador

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Mais de um milhão de soviéticos emigraram para a Terra Prometida desde os anos 70 e sobretudo em 1990. Os judeus russos são apologistas da linha dura em relação aos palestinianos apoiantes do Israel Beiteinu, partido criado em 1999, por Avigdor Lieberman. Avigdor foi um dos que deixou o Likud por causa do desacordo sobre as concessões feitas aos palestinianos.

Desde então, o partido cresceu sempre e agora, um terço do eleitorado potencial é constituído por israelitas de origem. E o líder explica porquê: “Tento dizer abertamente o que penso o que quero dizer e acho que as pessoas apreciam”. As palavras de ordem são simples. “Sem lealdade não há cidadania”. Lieberman está em guerra aberta com os árabes israelitas, cidadãos e deputados, acusados de apoiar o terrorismo. Pretende conseguir uma separação total entre judeus e árabes e fazer de Israel um Estado etnicamente homogéneo. Um outro responsável do partido afirma que pessoas da direita e da esquerda estão a aderir pois estamos a assistir, sem subterfúgios ou apologias, ao que as pessoas sentem no fundo do coração, que é termos ido longe de mais a tentar viver com inimigos neste Estado. Pela mesma lógica, o partido pretende trocar território povoado por árabes israelitas por uma parte da Cisjordânia, onde há colonatos judeus. A ideia subjacente é que não pode haver paz enquanto houver contacto entre os dois povos. O analista académico da Universidade Hebraica de Jerusalém considera que Liberman lidera um partido israelita fascista com princípios e programa baseados no racismo e no medo do terror entre israelitas e árabes. Por isso cultiva o incitamento, pede uma lealdade que exclui milhões de cidadãos israelitas. Lieberman é comparado a Umberto Bossi, Jean Marie Le Pen ou Jorg Haide e tem toda a probablidade de ganhar um confortavel lugar no parlamento.