Última hora

Última hora

Os suíços assumiram claramente a opção europeia

Em leitura:

Os suíços assumiram claramente a opção europeia

Tamanho do texto Aa Aa

59,6 por cento dos eleitores votaram favoravelmente a renovação do acordo de livre circulação com a União Europeia e a sua extensão aos cidadãos búlgaros e romenos. Nesta votação estavam também em jogo todos os acordos com Bruxelas devido à chamada “cláusula da guilhotina”. A rejeição de um acordo põe fim aos restantes.

A chefe da diplomacia helvética manifestou por isso o seu orgulho em ser suíça esta noite. É que, sublinhou, a Confederação é o único país que se pronuncia a cada momento sobre a extensão da União Europeia, e de cada vez responde positivamente mesmo não sendo um estado-membro. E isso mostra que os suíços sabem apreciar os argumentos de forma racional e não cedem ao medo. O medo foi o principal argumento da União Democrática do Centro, o partido da direita populista que recolhe cerca de 30 por cento das preferências do eleitorado helvético e é tradicionalmente o mais votado. Os cerca de dois milhares de búlgaros e os quatro mil romenos que vivem na Suíça celebraram efusivamente este resultado. Uma jornalista romena residente no país declarou tratar-se de um grande alívio e que esta é a Suíça que ela ama e respeita. Mas recordou que o Sim dos helvéticos não foi dirigido em exclusivo aos bulgaros e aos romenos mas sobretudo à União Europeia. A Suíça conta com pouco mais de sete milhões e meio de residentes dos quais 21 por cento são imigrantes.