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30 anos de revolução islâmica

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30 anos de revolução islâmica

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A revolução iraniana derrubou o regime do Xá Mohammed Reza Pahlevi. Em Janeiro de 1979, milhões de iranianos ouviram o apelo do ayatolá Khomeini, no exílio em França, e manifestaram-se nas ruas pelo fim da era Pahlevi.

No primeiro dia do mês sede Fevereiro seguinte, o pai da Revolução foi acolhido por milhões de pessoas no aeroporto de Teerão. 99 por cento da população referendou a República Islâmica do Irão. Mas o líder, depois de obtidos os poderes, expulsou ou executou comunistas, liberais e nacionalistas, que também tinham participado na deposição do xá. O objectivo de laicidade e liberalismo dos iranianos foi defraudado. A presença do Xá nos Estados Unidos serviu de pretexto para o assalto à embaixada americana em Teerão. A administração Carter rompeu as relações diplomáticas com o Irão e impôs ao país sancões económicas en abril de 1980. Desde então, desenvolveu-se o anti-americanismo e o anti-imperialismo contra as potências do Conselho de Segurança da ONU. No entanto, três décadas depois, o presidente iraniano, Ahmadinejah, recuperou a mensagem messiânica de Khomeini, dizendo, que apesar de nascida no Irão, a revolução não está limitada às fronteiras iranianas. O académico iraniano Abbas Salimi Namin defende que a revolução não acabou. Para ganhar uma independência real, nos campos cultural e económico, ainda é preciso defendermos os direitos da nação no mundio. No tempo de Khatami, houve algumas tentativas de abertura. Durante a guerra contra o Iraque, saiam refugiados do país. Depois, foi o Irão que passou a receber refugiados do Afeganistão. Depois de 30 anos de revolução, o Irão reclama o papel de potência regional, desafia o mundo com o nuclear e apoia a luta armada dos extremistas palestinianos. Os moderados esperam o regresso de Katami, que já anunciou a candidatura às eleições de Junho.