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Barack assume derrota trabalhista em Israel

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Barack assume derrota trabalhista em Israel

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David Ben-Gurion foi o pilar sobre o qual se ergueu Israel. Poucos homens em qualquer período histórico se podem vangloriar de ter semeado uma idéia de nação e vivido o suficiente para ver o sonho realizar-se. Quando Israel foi criado, em 1948, Ben-Gurion foi o primeiro a ocupar a chefia do governo. Considerava que o país só havia de nascer de verdade quando fosse feita a paz com os árabes.

O Partido Trabalhista, que fundou, que Yitzhak Rabin e Shimon Peres continuaram, perdeu terreno com Ehud Barack. Primeiro-ministro de 1999 a 2001,ficou a dever a vitória, em parte, à desilusão do eleitorado com Benjamin Netanyahu. Muitos pensavam que a segurança de Israel estava garantida com Barack, que tinha a imagem de partidário da paz apesar de ser um profissional da guerra. Liderou a retirada do sul do Líbano e manteve conversações de paz com os palestinianos e com a Síria. No entanto, os opositores, e mesmo alguns correlegionários, acusaram-no de não ser suficientemente liberal, de não se ajustar à realidade política num país onde o consenso e o compromisso são indispensáveis para avançar. Para muitos israelitas, o que depoletou tanta esperança, no início, terminou em desencanto e frustração. Quando regressou, afiançou que tinha aprendido com os erros do primeiro mandato. As sondagens pareciam confirmar que o eleitorado acreditava, principalmente depois da recente ofensiva a Gaza. Mas não o suficiente para a viragem de Israel se orientasse mais para esquerda. Agora, é tempo de estudar os piores resultados de sempre do Partido Trabalhista. Barack já afirmou que pode servir bem Israel na oposição.