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Pessimismo palestiniano perante impasse político em Israel

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Pessimismo palestiniano perante impasse político em Israel

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Entre os palestinianos reina o pessimismo após as eleições legislativas em Israel. Qualquer que seja o futuro governo do estado hebraico, ninguém acredita que o processo de paz possa avançar.

Com as negociações bloqueadas, a Autoridade Palestiniana exige que Israel respeite as suas obrigações internacionais. Salam Fayyad, primeiro-ministro palestiniano, cujo poder se limita à Cisjordânia, diz ter as mesmas expectativas que agora e lança um apelo para que Israel ponha fim à ocupação iniciada em 1967. Reacção mais dura por parte do Hamas, que já não espera ver satisfeitas as suas exigências para assinar a trégua após o conflito na Faixa de Gaza. O movimento radical reagiu por intermédio de Mushir al-Masri. O porta-voz do Hamas afirma que “a vitória da direita em Israel dará aos sionistas o poder para continuar a cometer mais crimes e actos terroristas, pois não acreditam na paz”. Os resultados eleitorais em Israel ameaçam os esforços do Egipto, que tenta negociar um cessar-fogo após a ofensiva hebraica na Faixa de Gaza. No Cairo, Amr Moussa, líder da Liga Árabe, mostrou estar consciente das consequências do período de incerteza que afectará Israel nos próximos tempos e exigiu que todos os partidos, quer de direita quer de esquerda, reiterem as suas posições em relação ao processo de paz no Médio Oriente. Se as eleições foram acompanhadas de perto pela classe política, o mesmo não aconteceu com a população. A maioria dos palestinianos ficou indiferente, pois não espera mudanças.