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AG agitada no Fortis rejeita venda ao BNP

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AG agitada no Fortis rejeita venda ao BNP

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A assembleia-geral dos accionistas do banco belga Fortis, em Bruxelas, degenerou rapidamente numa enorme confusão. A guerra instalou-se entre os que defendiam a venda ao francês BNP Paribas e os que estavam contra.

O negócio, promovido pelos governos da Bélgica e da Holanda, acabou por ser rejeitado. Os accionistas desaprovaram também a venda das filiais na Holanda ao governo de Haia. O plano governamental implicava a nacionalização das actividades de banca do Fortis, na Bélgica e no Luxemburgo, e a posterior venda de dois terços ao BNP Paribas. A batata quente fica nas mãos do governo belga, que tem desde Dezembro a administração do banco. A venda ao BNP conta também com a oposição do principal accionista privado, o grupo chinês de seguros Ping An. Como resultado desta rejeição, o governo belga tem agora que encontrar mais de 6,8 mil milhões de euros para a criação de uma entidade que absorva os activos tóxicos do Fortis. O grupo foi colocado sob administração do Estado depois da forte quebra nos resultados em Dezembro, causada pela crise mundial.