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Lieberman, o controverso

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Lieberman, o controverso

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Avigdor Lieberman, criou o partido ultra-nacionalista Israel Beitenu (Israel é a Nossa Casa), à semelhança do partido que Vladimir Putin liderava na Rússia.

É o mais forte autodidata da política, apesar de estar a ser investigado por fraude, tendo mesmo sido detido com a filha e outros cinco suspeitos em Janeiro passado. Era segurança em discotecas, tem origem moldava (nasceu na ex-União Soviética) e é uma das figuras mais controversas de Israel. O lema “sem lealdade não há cidadania” afecta 20 por cento da polulação israelo-árabe. Lieberman defende que os israelo-árabes devem ser expulsos se não jurarem lealdade ao Estado judeu e devem estar obrigados a fazer algum tipo de serviço público. O Supremo Tribunal anulou recentemente a proposta de Liberman para excluir os candidatos árabes destas eleições. Mas se a aliança que integrar no governo for forte, a arabofonia pode criar problemas na já dividida sociedade judaica. A surpreendente ascenção deste ultranacionalista deu-se em março de 2006, quando o Israel Beitenu ganhou 11 lugares no parlamento e foi nomeado vice-primeiro-ministro e ministro de Assuntos Estratégicos. Mas a passagem pelo governo foi de curta duração até que as relações se crispassem e ele se demitisse. Antes da ofensiva a Gaza, o partido de Lieberman esperava manter os assentos parlamentares no Knesset, principalmente devido ao núcleo de apoio de imigrantes da ex-União Soviética. Mas a linha dura e radical em relação aos israelo-árabes e ao apoio dos colonatos judeus na Cisjordânia ocupada, reforçou a posição na ala da direita e ajudou-o a ganhar votos. Principalmente junto dos mais desiludidos com o modo como o hamas geriu a guerra e se manteve no poder em Gaza. Enquanto o Hamas se mantiver no poder em Gaza o discurso xenófobo de Liberman ganha apoios e vai pesar no governo.