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Papa faz as pazes com os judeus após escândalo com o bispo que negou o Holocausto

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Papa faz as pazes com os judeus após escândalo com o bispo que negou o Holocausto

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“Negar o Holocausto é intolerável e inaceitável”, sobretudo, da parte de um clérigo. A mensagem do Papa foi proferida durante a recepção de uma delegação de organizações judaicas americanas, conduzida pelo rabino nova-iorquino, Arthur Schneier. Um primeiro encontro desde que estalou a polémica, depois do Vaticano ter levantado a excomunhão de um bispo que negou o Holocausto.

O escândalo afectou as relações entre cristãos e judeus. Bento XVI afirma que “negar ou minimizar a Shoah é um crime intolerável e inaceitável” e reitera que o Holocausto deve ser uma “mensagem contra o esquecimento, a negação ou a minimização. A polémica tinha levantado dúvidas sobre a viagem do Papa a Israel, mas a visita vai realizar-se no início de Maio. Será a primeira desde 2000, quando João Paulo II pediu perdão aos judeus pelos crimes de que foram alvo ao longo dos séculos. O escândalo estalou quando o Vaticano levantou a excomunhão ao bispo tradicionalista Richard Williamson, que dias antes tinha negado a existência das câmaras de gás nazis. O Vaticano exige que o bispo retire publicamente o que disse, mas Williamson ainda não o fez.