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Um dia de crise para Gordon Brown

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Um dia de crise para Gordon Brown

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A demissão do número dois da autoridade britânica de supervisão financeira abalou, ontem, a credibilidade do governo de Gordon Brown para fazer face à crise económica.

James Crosby abandonou ontem o cargo, na sequência de acusações que remontam ao tempo em que dirigia o banco HBOS. Crosby teria despedido um conselheiro que o alertara para as desastrosas operações da instituição, meses antes do banco ser nacionalizado, à beira da bancarrota. Para o líder da oposição conservadora o caso levanta interrogações sobre a fiabilidade dos conselheiros económicos do governo. Cameron tinha exigido, ontem, no parlamento um relatório trimestral sobre os custos do plano governamental de resgate do sector bancário. O escândalo, relativizado pelo governo que apoiou a demissão de Crosby, coincide com a revelação de que a economia britânica poderá recuar 4% ao longo deste ano. O presidente do banco central de Inglaterra, Mervyn King, anunciou hoje que, “o país está em recessão profunda”, duvidando da capacidade dos planos governamentais em, “conseguirem recuperar o sistema bancário”, e temendo “a adopção de medidas proteccionistas que possam perturbar o comércio mundial”. O banco de Inglaterra tinha baixado a taxa de juro para 1%, o nível mais baixo de sempre no país. Em contrapartida a taxa de desemprego ascende a 3,8%, a mais elevada dos últimos 9 anos. Um número que volta a por em causa os esforços de Brown, que há semanas tinha desbloqueado 20 mil milhões de euros para relançar o mercado do emprego.