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Tripulantes do "Faina" chegam a casa mas polémica continua

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Tripulantes do "Faina" chegam a casa mas polémica continua

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De regresso a casa após mais de quatro meses de cativeiro pelos piratas da Somália. Os 20 membros da tripulação do cargueiro “Faina” chegaram a Kiev e foram recebidos como heróis pelo presidente ucraniano e pelas famílias. Do grupo fazem parte 17 ucranianos, dois russos e um letão. O capitão do navio morreu nos primeiros dias de cativeiro, vítima de um alegado ataque cardíaco. A Ucrânia aproveitou para anunciar a sua vontade de aderir à força internacional que combate a pirataria no Golfo de Aden.

Terminado o pesadelo, Alexander Presukha deixa uma crítica: “O país transformou-nos em heróis. Somos simples reféns e prisioneiros. É uma vergonha que homens adultos não se consigam defender. É triste que não nos tenham dado meios para nos defendermos. Ninguém pensou nisso. Estávamos a entregar o navio que devíamos proteger, mas não nos deram armas.” O “Faina” foi libertado a 5 de Fevereiro, mediante um resgate de três milhões de dólares. O navio chegou ao Quénia, mas a polémica não terminou. O navio transportava blindados da era soviética e diverso armamento. A comunidade internacional suspeita que se destina ao governo do Sul do Sudão, acabando por embaraçar o Quénia que patrocinou o acordo de paz.