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Reunião crucial do G7 em Roma

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Reunião crucial do G7 em Roma

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Os ministros das Finanças e presidentes dos Bancos centrais dos sete países mais industrializados reúnem-se a partir desta noite na capital italiana e Timothy Geithner, secretário americano do Tesouro, terá um baptismo internacional duro.

Os Estados Unidos, França e Itália estão na linha de mira pelo proteccionismo que ressai dos planos de relançamento económico. Trata-se também de um teste perante as interrogações sobre a legitimidade do G7 para fazer face à crise e a capacidade dos seus membros para trabalharem em conjunto. Giorgio di Giorgi, professor de Economia, considera que “os problemas mundiais precisam de ser resolvidos, não ao nível do G7 ou do G8, mas com programas mais ambiciosos, que tenham em conta os papéis desempenhados pelos países emergentes.” Dezenas de milhares de italianos não esperaram pelo início da reunião para gritar o seu descontentamento. Contestam a política do governo italiano, mas o aviso é feito também aos outros líderes. Gianni Rinaldini, líder do sindicato FIOM, diz que o que “o que falta é uma política comum” e que se corre “o risco de cair no proteccionismo e numa guerra comercial, que, no final, afectará mais uma vez os trabalhadores”. Outro manifestante não esconde a sua desilusão: “Não se pode relançar a economia porque a economia necessita de consumo. Mas isso não é possível se as pessoas não conseguem chegar ao final do mês, se têm empregos temporários, se perdem os empregos. É uma grande fraude”. Com todos os membros do G7 em recessão, as expectativas são mínimas. A reunião deverá servir, sobretudo, para preparar o próximo encontro do G20, que engloba as economias emergentes.